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quarta-feira, 27 de maio de 2009

Crítica: O Exorcista

Crítica: O Exorcista(The Exorcist - EUA - 1973)

O normal seria que, com os anos, o mundo perca preconceitos, manias, e vire uma sociedade mais liberal. Hollywood só me faz ver como essa teoria está ERRADA! Porque, como você vê, o maldito termo "politicamente correto" está em todos os lugares... Na televisão, nos livros, nos filmes... Acho que só os vídeo-games escapam... Mas, pra complicar ainda mais a situação da (segunda)maior empresa de filmes do mundo, é horripilante ver como filmes feitos, não só para chocar, mas para mostrar uma realidade(ou fantasia) violenta eram abundantes nos longínquos anos 70/80. Porque, convenhamos, é IMPOSSÍVEL, repito, IMPOSSÍVEL fazerem nos dias politicamente corretos de hoje alguma coisa levemente parecida com essa que é, pra mim, a maior e melhor obra de terror de todos os tempos: O Exorcista. E esse fato só me entristece...

O filme é uma adaptação fidelíssima do livro de mesmo nome, que conta uma das histórias mais macabras já imaginadas: Uma família americana encara o Diabo frente a frente. Um padre arqueólogo, no Iraque, desenterra uma estátua com a presença de Pazuzu, O Demônio. Nos EUA, Uma atriz de sucesso tem a filha possuída pelo tal Pazuzu, e não ve saída, depois de recorrer a milhares de psicólogos, a não ser um exorcismo, que não é muito comum nos dias de hoje. Só mais uma coisa a declarar: CHORA, STEPHEN KING! CHORE DE MEEEDOOO!

Dirigido por William Friedkin em 1973, O Exorcista é horripilante do começo ao fim. Começa na escavação no Iraque, com um climinha estranho, arrastado(de propósito) e depois, vem a cena com Pazuzu. Cães rosnando, um por do sol vermelho como sangue e uma estátua de aparência nada, er... Amigável aparecem, mas ainda não dão o tom do filme. A cena que faz isso comentarei depois. Corta, EUA, Georgetown(uma das mil delas)... Uma atriz famosa, com uma vida sossegada, começa a notar problemas na sua filha caçula, Regan(guarde esse nome, para não botar na sua filha...), interpretada magnificamente por Linda Blair, talvez uma das atrizes mais corajosas e talentosas de todos os tempos, por aceitar e fazer otimamente um papel tão difícil. Fazendo vários exames, descobrem que ela está sofrendo de um transtorno muito grande(a separação dos pais) que a está deixando louquinha... Mas nem suspeitam o que está por vir...

Cara... Cada acontecimento a seguir é incrívelmente macabro e horripilante. A garotinha começa a ter convulções fortíssimas, muda de personalidade, mas não são só essas coisas "simples que podem ser explicadas pela ciência"... A cama começa a tremer, móveis começam a sair do lugar sem explicação e outras coisas dignas de Poltergheist acontecem aos montes. Mas quando coisas bizarras começa a mudar drasticamente a personalidade de Regan, além dela aparecer MUTILADA sem motivo aparente, a mãe começa a acreditar no que achava impossível: O Coisa Ruim ta na garota... Sentiram o clima?

»»» Atenção! Apartir daqui, serão feitos inúmeros spiolers, mas fique tranquilo, colocarei um aviso antes, mas fique alerta! «««

Lembra o que eu falei no início do texto? Então, nesse filme fica tudo muito óbvio. Nunca conseguiriam fazer algo parecido. O filme não é só aquele bixo feio que gira a cabeça 360 graus que ficou famoso não! Pra você ter uma ideia, tem uma cena que SPOILER Regan se masturba com um crucifixo... Isso mesmo que você leu, e não me faça escrever de novo... Fim do Spoiler. Mas, sem dúvida alguma, a cena mais aterrorizante é o final, onde dois padres vão exorcisar a menina encapetada... Meu Deus! Sabe aquela cena que você reza junto com os padres pra fazer o Belzebu sair da garota? Então, aqui é o triplo disso. Tudo o que poderia acontecer de ruim acontece: a garota xinga, põe uma enorme língua bifurcada para fora, vomita, cospe, grita, urra, levita(???) e SPOILER mata Fim do Spoiler. Uma grande sequência de tirar o fôlego...


"The Power of Christ commands you!"


No fim? A sensação de que aquilo é algo único, em que só se vê 1 vez na vida... Ou no cinema...


Nota: 10

1 comentários:

  1. Eu gosto bastante de O Exorcista, acho que el tem um clima bem bacana e assusta de montão. Mas não o considero o melhor filme de terror nem em mil anos. Pra mim esse lugar fica com O Iluminado e O Bebê de Rosemary. E acho que eu citaria pelo menos mais três ou quatro filmes antes de chegar em O Exorcista. É que eu penso comigo eu mesmo: será que se o filme não tivesse todos aqueles efeitos e maquiagens de arrasar seria assim tão aclamado e bom? Não sei... Olha, Rosemary assusta tanto quanto, e não usa efeitos e nem maquiagens. Não que eu ache errado o uso. Pelo contráio, O Exorcista usa muito bem. Mas sem a parte técnica, o filme não seria tudo isso.

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