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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Crítica: O Grito

Crítica: O Grito(The Grundge - EUA/Japão - 2004)
"Remake cabeludo economiza nos sustos, mas diretor tem a manha de mostrar seus fantasmas de uma forma perigosa... E sai vivo para contar."

Quando se fala em terror hoje em dia, o que te vem à cabeça? Bom, a pouco tempo atrás, quando você falava "Filme de Terror", seu amigo, rapidamente, respondia: Chamado... E não tenho do que discordar, gosto muito de O Chamado, mas, sabe que eu nunca senti muito medo da Samara, o fantasminha cabeludo que usa pijama. Se teve um filme de terror oriental(ou um remake desse) que me deu medo foi, sem dúvida, O Grito. Mas eu vi o filme a tanto tempo, e naquela época eu odiava o filme(junto quase toda a população mundial). Mas um dia desses, eu me perguntei "Por que eu odeio esse filme?" e fui assistir novamente, e...

Cara, 'né que o filme é bacana mesmo? Muito legal. Eu acho que as pessoas odeiam porque o filme não é uma super produção, nem tem vários atores conhecidos, nem tem um diretor que havia acabado de fazer o primeiro episódio de uma trilogia bucaneira, etc e etc... Mas o filme é competente SIM! Dirigido pelo mesmo diretor do filme original(Ju-On, japoronga), o filme conta com um elenco que, de cheio de astros, não tem nada. Só tem a Sarah Michelle Gellar, a Buffy. A história fala sobre uma assistente social(Galler) que vai cuidar de uma senhora com transtornos sérios um uma casa amaldiçoada... Claro, só ficamos sabendo desse último fato aos... 15 MINUTOS DE FILME! Tipo, não tem enrolação com esse filme, em seus parcos 91 minutos. Nessa casa, uma família morreu com um ódio terrível no coração. E, de acordo com os Japas, quem morre tomado pelo ódio, vira um fantasma cabeludo.

Bem, agora, os remakes e mais remakes(a maioria sem graça e sem criatividade) dos suspenses japoneses já encheram o saco, mas quando isso ainda era novidade, e quando uma menininha branquela que nunca foi no cabeleireiro ainda era a causa de vários sustos e gritos nos cinemas, esse filme pode ser considerado um achado, pois consegue ser bacana na sua época, e bacana depois da praga dos remakes. É só você entrar no clima do filme e curtir. E acho que esse é até mais bacana que O Chamado, pois apresenta um diferencial imenso... A proximidade.

Vou explicar: no Chamado, e em vários filmes de terror, os fantasmas são sempre reflexos, sombras, vultos, etc... Nesse O Grito, o diretor Takashi Shimizu pões seus monstrinhos a metros(as vezes, a centímetros) de seus atores e de suas câmeras, causando um cagasso imenso. Mesmo sabendo do risco que corre, expondo seus monstros de tal maneira, em plena luz do dia, mas o diretor faz tudo ser bem sutil, porém, não menos amedontrador. A cena onde Karen(Gellar) encontra o desde já famoso Toshio num armário é arrepiante, e o final, com a fantasma-mãe, Kayako, descendo as escadas é desconcertante e arrepiante.

E eu tenho orgulho de dizer que SIM! EU GOSTEI DO FINAL! Finalmente, um filme de terror que não bota uma merda de um gancho pra uma sequencia caça-niquel. Pena que ela veio, mas nem vi, e acho que nem vale a pena ver. Esse é tão divertido que já basta.


Nota: 8

3 comentários:

  1. Eu tb gosto do O grito. Na verdade tem certos momentos que eu quero que a vilã ganhe. Também, todo mundo cai no filme...

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  2. A história é bem ruim, mas o filme assusta, então digamos que cumpre sua função. Mas prefiro O Chamado, se for pra comparar com filmes onde garotinhas cabeludas saem de eletrodomésticos pra matar suas vitimas.

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  3. Particularmente acho O Grito um filme bem fraco, se comparado a outros como Evocando Espíritos, Espelhos do Mal, enfim a história não é nada boa e deixa muito a desejar, e sim, algumas cenas dão um leve medo, nada muito forte.

    O escritor poderia ter dedicado mais tempo para criar uma história forte, ao invés de se preocupar apenas com as cenas de terror.

    Em resumo é um clichê de O Chamado.
    A diferença é que Saeki, ao contrário de Samara não avisa quem ia matar.

    O Chamado apesar de ser mais antigo (2002, enquanto O Grito é de 2004) convence muito mais.

    E esse filme não merece nota 8, talvez um 6 pra ser generosa.

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