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quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Crítica: Lua Nova

Crítica: Lua Nova(New Moon - EUA - 2009)
"Muito melhor que seu antecessor, Crepúsculo, o que ainda não quer dizer muita coisa... Muito pelo contrário."

Tá, eu queria fazer minha crítica épica sobre 2012, mas Lua Nova se materializou nos cinemas de todo o mundo, aqui no shopping, ocupando as 3 melhores das 6 salas do cinema. Fui ver na maior sala, com o melhor som, e os melhores trailers(Atividade Paranormal, que tentarei ver e criticar aqui, e AVATAR!!! 3 minutos mágicos...), mas o filme mesmo, não foi lá essas coisas, mas pelo menos foi muito melhor que eu esperava. Quer dizer, 10% melhor, porque continuo achando a Saga Crepúsculo uma porcaria de marca maior, mas vamos ao filme: Fui vê-lo com toda a minha ''admiração'' pelas fãs chatas e tentei levar o filme a sério, o máximo que pude... E até que deu até a metade, onde o filme entra num mergulho abissal, até chegar em Atlantis - O Reino Perdido...
O filme começa com uma visão assustadora. Não, não é aquela em que a protagonista vira uma velhinha, mas sim um galãzinho de meia-tigela que BRILHA(Aaaaaaaahhhh!!! MY EYESSS!) na luz do sol... Não, não é uma dragqueen, mesmo parecendo muito, mas sim um daqueles mutantes da novela da Record disfarçado de vampiro. Acho que a coisa que mais me irrita na serie não são aquelas fãs que criam comunidades no Orkut de como querem que Edward Cullen rasgue sua camisola, nem os livros mal escritos, mas sim o fato de estragar sem dó nem piedade a lenda dos vampiros. Tá, a autora pode tomar todas e quaisquer licenças para fazer sua obra, mas... Vampiros que brilham mais que um globo de discoteca? Que tem uma CRUZ gigante dentro de casa, e que só morre sendo despedaçado e queimado(mais difícil de matar, só barata mesmo...), porque as partes podem voltar e se juntarem, formando o zumb... Vampiro? Não, não é vampiro.
Nos bons e velhos tempos, vampiro de verdade era careca, tinha garras, dentes de rato, orelhas pontudas e uma aparência nem um tanto... Cintilante. Que nem o Nosferatu aí do lado. Isso sim, vampiro 'dubom'! O mesmo vale pros lobishulks(viva Pablo Vilhaça!), aquelas Lassies on steroids safadas, com efeitos especiais mais artificiais que Garfield, e que ignoram a lenda, se transformando não na Lua Cheia, mas sim quando ficam com raiva("...sim, porque temos que chamar a atenção dos meninos", disse um executivo aleatório). Com todas essas besteiras, tentar levar o filme a serio se torna cada vez mais difícil. Quando os atores principais decidem jogar tudo pro alto e virarem puras caricaturas, fica impossível... Kristen Stewart como Bella(boca fechada não entra mosca) e Robert Pattison como Edward Cullen(as sobrancelhas atuam por ele) possuem uma coisa em comum, além daquele amor hipoglicêmico deles: Os dois interpretam o personagem alegre, triste, com raiva, com fome, com náuseas, com a mesma cara de "ahn?"(no caso dela, só no filme, porque ela é uma ótima atriz)... O que dizer do elenco de apoio? Prefiro dizer nada...
Não! Eu quero falar só de dois atores de apoio, atores extraordinários completamente desperdiçados: COMO DIABOS eles conseguiram contratar Michael Sheen e Dakota Fanning? Falemos primeiro da nossa querida Dakota: Tadinha, o agente dela deve ter usado agua sanitária e queimado o cérebro(quem leu Amanhecer sabe doque eu to falando), porque desde Guerra dos Mundos, ela não fez mais nada que preste, ela que é a melhor atriz mirim da atualidade, logo ali com a fofucha Abigail Breslin. Inexpressiva, ela ta num daqueles trabalhos que, daqui a 20 anos, em entrevista a Oprah, ela dirá que se arrepende. Michael Sheen não está inexpressivo. Antes fosse, pois os olhos dele parecem bolas de tênis, não param em momento algum. Me lembrei de um video game meu, em que um Tiranossauro ficava virando os olhos de um lado pro outro tentando me atacar. Sabe o que eu fazia? Dava um tiro de escopeta nele... Mas o Michael fez muito filme bom pra merecer isso... Mas pelo menos rendeu umas risadas discretas... Pra ver o nível de seriedade que os dois "atores mór" da produção empregam no filme, dá pra ter uma ideia de como é aceitar ler o roteiro de Lua Nova até o final... Desastre.

É bom... Não salva o filme, mas é bom...


Mas vamos falar das(poucas) melhoras, né? Essa crítica ta ficando mais cansativa e arrastada que o próprio filme. A direção de Cris Weitz(de A Bússola de Ouro, meio chatinho, mas infinitamente melhor que... Isso.) melhorou bastante, agora parece um filme de verdade, não um monte de cenas copiadas do livro, feitas por fãs que nunca tocaram numa câmera antes(única explicação para a cena do baseball... Ah, a cena do baseball!). Os efeitos melhoraram, mas continuam sofríveis. A maquiagem melhorou, mas da pra ver onde ela acaba no pescoço do ator... Um tanto bizarro.

Pois bem, depois das mensagens desastrosas, como botar o vampiro 'bonzinho' querendo transformar(lê-se: transar com) sua amada só depois do casamento, enquanto ela viaja para a Itália na Virgin Airlines(queria que isso fosse brincadeira, mas não é... Mas talvez...) e depois de aprender que amor verdadeiro e amor obsessivo/compulsivo/corrosivo NÃO É A MESMA COISA, sobra um filme nota:

Nota: 5

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Crítica: Godzilla

Crítica: Godzilla(Idem - EUA - 1998)

"Para celebrar a estréia de '2012', novo filme catástrofe de Roland 'Alemão' Emmerich, uma crítica de seu filme mais divertido... PRA MIM!"

Todo mundo odeia o Roland Emmerich… O diretor alemão tem mais ‘haters’ que verdadeiros fãs, que o apoiam e o respeitam. Bem, eu não o apoio a fazer outro O Patriota(que não acho tão ruim, acho bacana, só que é muito... Patriota, prum cara alemão...) ou Soldado Universal. Mas o respeito, por conseguir uma imagem própria falsa para continuar gastando dinheiro de Hollywood sem os americanos entenderem seus verdadeiros interesses... Quer dizer, ao meu ver, Roland é um piadista... Ou será que era mesmo pra eu levar a serio aquele cachorro pulando do fogo no último instante, ou o vírus de Windows 95 que destrói uma nave alienígena... Ou até um velhinho ‘pescando’ o Godzilla, filme desta crítica, que parece mais uma carta de defesa minha para Emmerich, vide “LIVE BRITNEY ALOOONE!”...

O diretor, ao meu ver, sempre caçoou dos blockbusters. Essas três cenas citadas acima são exemplos disso: Ele ridiculariza o cinema pipocão, ganha milhões por isso, e ainda ganha odiadores... Esse cara é um gênio! Em Godzilla, ele faz isso com todo o prazer. Mas além de caçoar, ele homenageia os verdadeiros filmes de verão: as barbatanas de Godzilla na água lembram a icônica barbatana de Tubarão, os carros balançando nas ruas de Nova York lembram o copo d’água de Jurassic Park, e assim vai... É, eu gosto de Godzilla... É meu filme de infância. Eu moleque, 5/6 anos, era só Jurassic e Godzilla, toda hora... Por isso que posso levar tudo mais pro pessoal, mas eu acho este um dos melhores, ou mais divertidos, filmes catástrofes de todos os tempos... Ok, lá vem chumbo.

Na história, um calangão sofre mutação por radiação e vira um verdadeiro monstro, que apavora a "Cidade que nunca Dorme". Sobra para a humanidade(lê-se: Americanos) detê-lo. Se vocês ainda não acreditam na minha opinião sobre Roland, reparem que, literalmente, o exército destrói mais a cidade do que o próprio monstro... Isso era pra ser levado a serio? Desculpe-me, mas não creio que alguém seja tão burro.

Os maiores defeitos do filme devem ser os efeitos, péssimos, e aqueles filhotes ‘velociraptores’, que só tão lá pra serem os inimigos de fase “pequenos” e chatos, seguidos pelo chefão inesperado. Ah! E o fato do Godzilla morrer DAQUELE jeito. Sério, acho que o ícone do país do sol nascente(era isso, né?) merecia mais respeito que ficar entalado numa ponte. Mas não posso negar que o alemão tem estilo... Godzilla aparecendo numa ponte, passando por cima dela, deixando barcos pesqueiros caírem de suas costas, fazendo crateras no chão de Nova York quando pisa, demolindo prédios com uma facilidade de fazer os fãs de monstros lacrimejarem de alegria... Ah! E quase esqueci de um ponto que gostaria de comentar: O jeito que Roland filme seus coadjuvantes ou extras... Não sei quanto a vocês, mas em todos os seus filmes, Emmerich filme os personagens secundários como se fossem os principais. É serio, não sei quanto vocês, mas eu me importo com o velhinho pesqueiro, com o cara do caminhão, com os soldados dos helicópteros, até mais do que os personagens principais... É estranhíssimo... Quando dois personagens que nunca apareceram e que ficarão apenas 10 segundos na tela conseguem fazer rir e me preocupar com seu estado físico(putz...), eu acho BEM estranho...

É... Acho que disse tudo o que sinto pelo meu filme de infância...


Nota: 7,5

sábado, 17 de outubro de 2009

Crítica: Trovão Tropical

Critica: Trovão Tropical(Tropic Thunder - 2008 - EUA)
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"Uma das melhores comédias de todos os tempos, sem dúvida... Stiller, Black e Downey Jr. transformam uma comédia non-sense num épico gigantesco e divertido"
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Trovão Tropical deve ser uma das melhores comédias de todos os tempos. Com um timaço de estrelas num elenco incrível, como Ben Stiller(também diretor do longa), Jack Black(que eu acho um dos grandes e mais subestimados comediantes do nosso tempo), Robert Downey Jr, que merece um parágrafo à parte, Nick Nolte, e até um Tom Cruise como nunca antes visto, o filmes tem cenas memoráveis, homenagens ótimas à outros grandes filmes de guerra(como Apocalipse Now, Platoon e O Resgate do Soldado Ryan) e piadas de fazer chorar de rir.
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Tudo começa com engraçadíssimos trailers falsos, mostrando cada um de nossos heróis. Sério, alguém aí viu Planeta Terror ou A Prova de Morte(filmes do projeto Grindhouse, Taranta e Rodriguez)? Porque os trailers falsos de Trovão chegam a ser tão memoráveis como os desses dois filmes(sendo que um deles, Machete, vai virar filme, e promete). Depois, somos jogados numa extraordinária e hilária cena de gravação do filme Trovão Tropical, onde estão reunidos o astro de filmes de ação Tugg Speedman(Stiller), o ator vencedor de 5 Oscar®, Kirk Lazarus(Downey Jr., The mith...), o comediantes "Eddie Murphy" Jeff Portnoy(Black, careteiríssimo, mas não (tão)retardado, como seus papéis de costume[pena...]), o Rapper (hehe...)Alpa Chino(Brandon T. Jackson). O filme começou a ser rodado a duas semanas, mas já está atrasadíssimo, já estorou o orçmento e o diretor está tendo uma crise de fúria. Então, pelo conselho do herói de guerra e inspiração para a história do filme(Nolte), ele pega os atores e os joga no meio da selva do Vietnan para gravar o "melhor filme de guerra de todos os tempos"... Bem, não foi bem isso que aconteceu...
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Primeiro porque tinha uma mina terrestre no meio do caminho, e segundo porque, sem querer, os atores sã jogados num cenário real, numa refinaria(é assim que se chama?) de eroína no meio da selva. E os traficantes não estão achando nem um pouco engraçado o Ben Stiller gritar "Corta!" ou "Vocês mudaram o roteiro, né?" a cara porrada que recebe. O roteiro, escrito pelo próprio Stiller com Ethan Cohen(não 'O' Cohen, um outro Cohen...) e Justin Theroux é muito bem escrito e muito engraçado. Piadas sobre retardados, adoção de crianças de terceiro mundo e matança de pandas recheiam o filme. Críticas e gags sobre o modo de vida de Hollywood e das celebridaes são constantes. Um humor mais pastelão também está lá, por conta de Jack Black, que come uns morcegos e leva umas chicotadas no tarseiro. Mas as melhores tiradas e frases de efeito ficaram com Downey Jr. e seu inesquecível Kirk Lazarus...
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O segredo é... Lazarus...
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Kirk Lazarus é um ator super premiado que, para viver um soldado negro, faz um "escurecimento" de pele e vira negro, adotando o jeito de andar, de falar... O ator faz um trabalho incrível, soltando algumas das melhores frases da história do cinema, como "Chupe meu pelotão!", "Nós estamos super perdidos pra porra, cara!" e, minha favorita, "Here's My MOTHERFUCKER FARM!"(em inglês é muito melhor... mas em portugues, "Aqui está a filha da puta da minha fazenda!"), ele se transforma completamente, fazendo um dos melhores papéis de sua carreira. Sem mais nem menos, Kirk Lazarus é um daqueles personagens que deveriam ser imortalizados em museus de cera... Kirk Lazarus, O Mito...
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A direção de Ben Stiller é um achado! Muitas cenas eletrizantes que não deixam a desejar a nenhum projeto de um diretor prestigiado. Toda a sequência inicial é muito boa, muito bem filmada. Vários momentos no filme há cenas muito bonitas, esteticamente falando, e com atuações ótimas, de todo o elenco. Um ótimo roteiro, uma ótima direção e ótimos atores... Tudo perfeito...
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Acho que os únicos defeitos foram ter disperdiçado Nick Nolte num papel sem graça e com uma atuação apagada, e o fato de Ben Stiller ser... Ben Stiller denovo. Nada contra ele, adoro os filmes dele, acho-o um dos melhores comediantes da atualidade, etc... Mas... Não dava pra mudar um pouco? Olha o que o colega dele, o Downey Jr. fez. Sei lá, acho que só interpretar o mesmo personagem em todos os filmes é fácil demais...
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Nota: 9,5

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Críticas: Ligeiramente Grávidos

Críticas: Ligeiramente Grávidos(Knocked up - EUA - 2007)

"Uma ótima comédia da turma de "O Virgem de 40 Anos" e "Superbad" que fala sobre responsabilidade e amor... Incomum, muito incomum..."

Renato de férias, 3 horas da manhã:

1 - Telecine Premium - Norbit... Não.
2 - Telecine Action - Emanuelle no Rio... Não... Eu acho...
3 - Telecine Light - Ligeiramente Grávidos, comédia de Judd Apatow, com Seth Rogen, Paul Rudd e Katherine Heigl, sobre dois desconhecidos que, num pileque astronômico, dormem juntos e, alguns meses depois, ela descobre que está grávida... É, tá bom pra mim...

Mas o filme transforma-se numa coisa muito maior e melhor que esse resuminho mixuruca... Ligeiramente Grávidos deve ser um dos filmes mais inteligentes, engraçados e sensíveis dos últimos tempos. Além das bobeiras de cultura pop e palavrões, está uma linda história sobre o amadurecimento e sobre o poder da idade no ser humano. Vamos tentar abordar esses temas mais a frente. Seth Rogen, o cara mais engraçado da atualidade, é Ben, um nerd maconheiro(como sempre) que conhece a linda apresentadora de TV Alison(Heigl) numa festa e, depois de umas bebidas, rola o sexo. Num desespero(e sob efeito de alcool, vale lembrar), Ben não usa o preservativo. Umas semanas depois, recebe uma bomba atômica... É assim que começa o filme, numa trama não muito inovadora, nem original(nem das reviravoltas e uns clichezinhos o filme escapa, lá pelo final), mas o que seria da massa, sem o recheio delicioso? Uau, estamos inspirados hoje, hein?

O nerd maconheiro vem se tornando uma constante nas novas comédias adolescentes, produzida pela gangue de Apatow. Mas acho que alguém da turma acordou de manhã cedinho, sentou na cama e pensou: "Po, não podemos fingir sermos jovens e chapados pra sempre... Um dia, vamos ter que criar responsabilidade e admitir que estamos crescendo..." Tenho quase certeza que foi assim. E essa é a maior mensagem do filme, bem sutil, presente por toda a fita. Ben, com o passar do tempo, aprende que, tá, é legal conversar com seus amigos sobre Doc. Brown e Doleran, mas chega numa hora que é preciso crescer e ter responsabilidade. A cena onde ele briga com Alison por não ter lido os livros sobre bebês, dizendo que "os egípcios tinham filhos normalmente, sem os 'fucking baby books'...'', é a maior falta de responsabilidade, onde ele prefere saber quantas substâncias diferentes ele pode botar no Nárguile invés de ler os livros e se preparar para quando seu filho chegar.

Quando eu vi o filme pela primeira vez, eu fiquei meio que "poxa, deixa eles fazerem seu time de baseball imaginário, eles tão sob stress, etc... e tal". Mas com o tempo, vi que eles não podiam fazer aquilo, pois tinham família, mulher, filhos, etc... Eu acho que essa é uma das mensagens mais legais que já pude encontrar numa comédia... Normalmente é algo como "Divirta-se" ou "Faça bagunça!", ou ainda "Pegue quantas Strippers você puder"... Muito incomum, muito legal. O elenco tá muito bacana. Toda a guange Apatow reunida, ainda com uma participação especialíssima de Steve Carrel. Muitas(muitas!) referencias de cultura Pop("Você parece o Jabba morrendo"... Ehe!) e um roteiro e direção todos redondinhos, bem feitos e muito engraçados...

Uma das comédias mais legais dos últimos anos, com um dos atores mais legais dos últimos anos...


Nota: 9

domingo, 20 de setembro de 2009

Crítica: Espelhos do Medo

Crítica: Espelhos do Medo(Mirrors - EUA - 2008)

"Alexander Aja começa bem, mas vai indo ladeira abaixo depois dos... 20 minutos de filme, onde Kiefer Sutherland enfrenta reflexos assassinos e uma velha zumbi... Ah, e ainda dá uns gritinhos..."

Eu conheci o filme Espelhos do Medo indo no omelete e vendo a seguinte notícia: Assista ao trailer completo do terror Mirrors - E veja aquela cena do suicídio com Amy Smart transformada em grotesca foto. "Amy Smart" e "... cena de suicídio... grotesca foto", na mesma frase? Possibilidade de erro? Quase nula... Com cada vez mais notícias assim, fico cada vez mais ansioso pelo filme... Demoro meses para vê-lo, na TV a cabo, e...

QUE DROGA! Sério, tem que diz que Alexander Aja é um ótimo diretor? O filme começa ótimo. A cena inicial, antes dos créditos, é bem feita e aterrorizante. Aja mostra uns lances de camera super legais e monta um clima bem pesado pro filme. Depois vemos o personagem de Kiefer Sutherland, um policial aposentado que matou uma pessoa no passado e ainda hoje não consegue superar o fato. Ele se separou da mulher e mora com a irmã, e agora trabalha como guarda num enorme prédio que já foi uma loja famosa, onde aconteceu um incêndio terrível. Ótimos personagens, ótima ambientação... Ora, se n'O Grito, os personagens são burros e quando ouvem um barulho estranho e assustador botam a cabeça num sótão escuro para ver o que houve, Ben(Kiefer) TEM que ir atrás do som, porque ele é um guarda... Ótimo desculpa...

Os primeiros 20 minutos são muito bons. O diretor quase não usa trilha sonora, desenvolve bem os personagens de Ben e de sua esposa, da tensão entre os dois, etc... Mas depois do primeiro susto com uma pomba, o filme já começa a perder todos aqueles pontos preciosos. Com uma loja gigantesca, toda queimada, com espelhos enormes e manequins queimados jogados por todos os lados, Aja usa uma pomba e o maldito susto do espelho... Evidentemente, ele não segura aquele clima bacanudo do início, que no final se transforma numa farofada bizonha, parecida com um filme de sátiras... Aí tu vem e me pergunta: "Porra, Renato, como não usar o susto do espelho se o nome original do filme é... Espelhos?". Cara, eu juro que tentei ligar uma coisa com a outra, mas não consigo... Dá pra assustar muito mais NÃO usando uma cena onde o personagem lava o rosto, vira para usar a toalha, e quando volta tem uma mulher queimada(e pelada, falamos disso mais tarde) no espelho... Porra...

Primeiro(s) erro(s) do longa: esgotar completamente a cota de sustos fáceis e já acabar com toda a graça do filme na primeira meia-hora de filme. Aí vem a personagem da Amy, a irmã de Ben, um dos personagens mais porcamente desenvolvidos no século. Ela aparece, fala meia frase, estoura a mandíbula e pronto... Os outros erros, que vão ficando cada vez piores com o passar do filme, vão mais pro final, que eu não conto, porque aí já é sacanagem. Mas não custa dizer que o filme fica absolutamente ridículo da metade pro final. E não é um ridículo estilo "Arrasta-me Para o Inferno Style". Tá mais pra "O Apanhador de Sonhos Style", com o cara cagando seres de outro planeta, ou alguma coisa parecida.

Tá, ainda tem algumas coisas legais no filme, como as cenas de violência, sempre filmadas sem cortes e sem "censura", mostrando cada detalhe do caco de vidro rasgando a garganta do cara, ou da Amy abrindo a própria mandíbula com as mão, que nem o Didi... Mas isso, com certeza não salva o filme, que já tava à vinte metros debaixo da lama que fica no fundo do poço...

DAM' IT!


Nota: 0,5

sábado, 29 de agosto de 2009

Crítica: Arrasta-me Para o Inferno

Crítica: Arrasta-me Para o Inferno(Drag Me to Hell - EUA - 2009)

"O melhor terror de 2009 é também o filme mais divertido do ano e um ótimo exemplo de como fazer um bom filme, além de ter Alison Lohman..."

Como é bom ver um cineasta que gosta do que faz. Sam Raimi, o incrível diretor da incrível serie Homem-Aranha, começou sua carreira com um modesto e... barato filme trash de terror, que hoje em dia é venerado como um dos melhores do gênero. The Evil Dead(ou Uma Noite Alucinante, no Brasil ¬¬'') é um criativo e "bem feito"(na medida do possível) exemplo de como um bom filme trash pode alegrar uma madrugada solitária... Depois de fazer sucesso com o Cabeça de Teia, ele meio que abandonou suas raízes e, no máximo, produziu filmes de terror com sua empresa, a Ghost House Pictures. Graças a Deus(ou ao diabo...), um dia ele acordou, sentou na ponta da cama e pensou: ", 'bora tentar mais uma...". E que deu certo?

Com o terror Arrasta-me Para o Inferno, Raimi volta aos bons e velhos tempos da violência e escatologia, onde ele claramente se diverte. Na verdade, todos os envolvidos devem ter se divertido a valer, pois esse é um dos melhores filmes terror/suspense dos últimos anos, e sem dúvida, o mais divertido de 2009. O Japa abraça toda a nojeira e situações constrangedoras que não pôde botar nos seus últimos filmes e, com uma premissa genial, mostra que pode SIM fazer um terrozão pesado com classificação etária PG-13(Para maiores de 13 anos, nos EUA[O que esses caras tem na cabeça?).

Saca só a história: Alison Lohman(falaremos dela mais tarde) é Christine Brown, uma analista de crédito de um banco nos EUA. Ela está louca para ganhar uma promoção, mas seu sonho é ameaçado por um outro funcionário durão, que não hesita em recusar um empréstimo para seus clientes. Vendo que a promoção vai ficar com esse cara, Christine, para impressionar seu chefe, se recusa a dar o terceiro empréstimo para uma velha senhora, que sem esse dinheiro, vai perder a casa. O único problema é que... A velha era uma cigana, que lança um feitiço em Christine, que em três dias, irá para o inferno... Genial, ?

Ensina-me como se faz um terrozão...

Com uma história que explora a ganância, a crença e até o machismo, Raimi cria um clássico moderno. Cenas e diálogos antológicos se seguem, com ótimas atuações de todo o elenco, destaque para a protagonista Alison Lohman. Muito, mas MUITO linda, muito carismática e simpática, ela não foi a primeira escolha do diretor(foi a Ellen Page, o que seria ainda melhor) mas atua muito bem e cria uma persoganem que todos nós nos identificamos e gostamos, ,além de ser girl-power total. E, não custa afirmar: Alison Lohman de blusa molhadinha, e SEM SUTIEN, foi uma das coisas mais extasiantes e incríveis que já vi no cinema, nos meus 13 anos de existência... Todo o resto do elenco está igualmente ótimo.

Mas o que marca o filme são, sem dúvida, a escatologia e a comédia. Nem em American Pie existem cenas tão nojentas e tão desconfortáveis. A briga de Lohman com a velha cigana já é antológica, um marco do gênero. As duas se agarram, se socam, a Lohman usa um pregador na cada da velha, depois usa uma régua, chuta, xinga... Quase um episódio menos violento de Looney Tunes. Um ótimo exemplo de como deve ser um bom terror trash, um "terrir". E as outras cenas desse tipo, como quando a velha cospe uma rajada de vermes na cara da Christine, ou um olho que surge no meio de uma fatia de bolo, que é violentamente golpeado com um garfo, e uma outra cena antológica envolvendo uma bigorna... Tem algo mais caricato que uma bigorna? Sério, não tem...

E a comédia, muito presente no filme. Mesmo com ótimos sustos, o filme foi feito mesmo para curtir dando muita risada. E risadas sem culpa, pois são propositais. Até Raimi devia ta rindo pra caramba atrás das câmeras nas filmagens... E além de bom humor, o filme homenageia o gênero, explorando clichês, diálogos cafonas e cenas clássicas(Lohman cavando uma cova durante uma chuva torrencial nem precisa de comentários). E ainda por cima, fala sobre a ganância da sociedade dos dias de hoje e do machismo no trabalho, onde um homem pede a Christine que vá comprar um sanduíche para ele, mesmo estando no mesmo "nível" dela no trabalho...

É isso! Um grande filme, que dá muitos sustos, mas que também serve para dar muitas risadas...
Nota: 9,5

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Crítica: Reino de Fogo

Crítica: Reino de Fogo(Reing of Fire - EUA - 2003)

"O melhor filme de dragões é divertido e bem feito, mas não acrescenta absolutamente nada ao gênero de ação/aventura"

Filmes de Dragões são sempre mal recebidos pela população... Poxa, acho que eles são as coisas mais maneiras da mitologia mundial, são répteis gigantescos, alados, que cospem fogo! Tem coisa mais legal que isso? Mas o cinema nunca conseguiu um filme decente, ou que pelo menos trata-se essas criaturas magníficas como mereciam... Aí, num certo dia, conversando com meu amigo sobre qual era o dragão de filme mais maneiro que já vimos, ele falou: "_ Os de Reino de Fogo...", aí eu: "_ CAQUÉCOMO?", aí ele: "_ Você não viu esse filme? Que absurdo!"... E aí deu no que deu... Né que é o filme mais legal(com dragões) que já vi?!

O filme tem uma premissa bem legal, não muito inovadora, mas dá pro gasto. Num futuro próximo, numa escavação, os humanos acabam liberando uns bichinhos nada amigáveis, que destroem o mundo poucos meses depois de despertarem... A humanidade volta para a idade média, vivendo em castelos, sobrevivendo a base de tomates, etc... Numa dessas colônias está Quiin(Christian Bale, antes da fama), o cara que viu o primeiro dragão que surgiu(e que matou sua mãe) e que guia um grupo de sobreviventes. Até que chegam os americanos, liderados por VAN ZAN(falaremos disso depois...), decididos a caçar e matar os bichos...

Bem, o filme cumpre o que promete... Tem cenas de ação muito boas, mesmo que pouquíssimas, atores de respeito(com direito até à Gerard "Leônidas" Butler, num papel irreconhecível, de tão carismático e sem... Urros) e uma direção simples mas eficiente, de Rob Bowman, de Arquivo X - O Filme, que dispensa comentários... As cenas de ação exploram o máximo dos monstros, mas mostrando o mínimo possível(e aturável). E é aí que está o maior erro do filme. Tá certo que "Quanto menos vemos, mais tememos", mas poxa... EU QUERIA VER OS DRAGÕES! Não uma sombra, um borrão em alta velocidade ou um morcego nas nuvens... Mas nas poucas cenas em close-up já compensam...

Os atores estão bons. O Bale está fazendo aquele seu papel de sempre, sabe? Mathew McConaughey é o que tá melhor. Bem diferente de seus papéis de galãzinho escroto(mas fica sem camisa num momento do filme... NOVIDADE...), ele faz um persoganem cretino, com um dos piores nomes da história do cinema, mas que conquista nossa confiança(eu ia dizer coração, mas...). E de quem foi a ideia de VAN ZAN? Que nome é esse? Se me mostrassem um contrato com meu nome escrito: "Renato Tavares - VAN ZAN", eu dava tiro e saia correndo... Que nome é esse? A direção, como já disse, é eficiente, bem simples, que bota drama e humor na hora certa(spoiler! a cena em que o persoganem de Butler morre é bem triste fim do spoiler!)

Mas mesmo depois das ótimas cenas do Ataque na Plantação e Dragão X Helicóptero(eu devia ser chamado pra escrever slogans de posteres...), e mesmo depois de fazerem uns dragões muito bem feitos e realistas, que voam de maneira bem convincente, como morcegos Bio-tônicos, o filme deixa a impressão que podia ser mais... Mas dá pro gasto...


Nota: 7,5
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Melhor Cena: O Ataque do dragão na plantação de tomates. Muito bem filmada e o primeiro e melhor close-up de dragão do filme(e da história)...

Maior erro: Na cena da plantação, quando o dragão cospe fogo, dá pra ver atrás dele a grua que usaram no Set para soltar a chamas... Efeitos especias são caros hoje em dia, né?

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Crítica: Watchmen - O Filme

Crítica: Watchmen - O Filme(Watchmen - EUA - 2009)

"Um dos filmes da minha vida...[...] O Novo Blade Runner..."

Sabe aquele filme que você é louco para ver, acompanha desde o anúncio num site qualquer e, na hora H... Não tem a chance de vê-lo no cinema? É, comigo foi um pouco pior. Semanas antes, estava lá eu e mais dois amigos conversando sobre os filmes que mais queriam ver, e eu falei um nome complicado que intrigou meus coleguinhas: "Watchmen? Que troço é esse?". Depois de explicar a história do filme, eles fizeram uma cara de que comeram e não gostaram e voltaram a falar de Wolverine... Sabe como acaba essa história? Os dois coleguinhas vendo o filme no cinema, dizendo quase de hora em hora como o filme era o mais foda que já viram... E eu só fui ver o filme 4 meses depois, no telão do retro-projetor do meu tio... Mas nem o sofá de couro pode impedir que meu queixo perfura-se o chão da casa... A adaptação infilmável foi... FILMADA.

Lançada na década de '80, as 12 edições da revolucionária historinha são idolatradas e amadas até hoje, permanecendo isolada, com rasão, nos primeiros lugares das listas de melhores historinhas da história. E mais! Também foi a única Hq que figura num alto lugar da lista de melhores e mais influentes obras literárias da história... Criada pelo chato, mas gênio, Alan Moore e com os traços perfeitos de David Gibbons, a história se passa nuns EUA durante a guerra fria, num eminente ataque nuclear, os super heróis, antes queridos e amados, agora são impedidos de exercerem sua "profissão". OComediante, um herói dos tempos do Vietnan é morto. Rorschach, uma espécie de fugitivo, desconfia de que alguém está caçando e matando os antigos heróis. É o máximo que posso falar sem me enrolar e falar porcaria...

O filme, dirigido pelo ótimo diretor Zack Snyder, de Madrugada dos Mortos e 300, é um absurdo. Na minha crítica de Sin City(logo abaixo) falo sobre sua adaptação incrível, onde cada quadro da Hq é incrivelmente adaptado para película. Aqui em Watchmen, isso é quadriplicado. É de chorar de emoção ver aquilo que você leu e amou por tanto tempo ali, se movendo e falando, tudo idêntico as páginas, com apenas algumas concessões, porém, muito bem vindas, porque os 12 volumes espremidos em 2:36 minutos não ficaria nada bem... Os cenários, as vestimentas, diálogos inteiros praticamente escaneados para a telona... E se você acha que não é preciso muito talento para, sei lá, "copiar" o filme de sua base, Snyder ainda mantém o seu estilo inconfundível: suas câmeras lentas estilosas, que aceleram subitamente. E ainda se revela um grande diretor de atores, pois todo o elenco está em completa sintonia, e como se não bastasse, idêntico à Hq. Destaque para Jeffrey Dean Morgan, como O Comediante, um ótimo personagem e um ótimo ator. Mas sem dúvida, o Jackie Earle Haley como Rorschach é o melhor do filme. Toda a mente perturbada do personagem maravilhosamente incorporada no ator...

E Snyder mostrou, também, saber como nenhum outro como arranjar uma música para encaixar nas suas cenas. Só pra constar: o filme me levou as lágrimas no enterro d'O Comediante... A CENA MAIS LINDA DA DÉCADA, MEU DEUS DO CÉU! QUE MÚSICA ERA AQUELA?!?!?!?! SE ALGUÉM AÍ SABE, POR FAVOR, PODEM COMENTAR COM O NOME DELA? ME emocionei de verdade, soluçando...

Tá, a adaptação do filme é a melhor já feita, o elenco está ótimo, na mais perfeita paz e ordem, a a direção é um achado, sem mais nem menos, tá de parabéns... Dava pra dar uma nota diferente que 10? Pra mim não... Só vou dedicar mais um parágrafo para VOCÊ, fã que não gostou das "lutinhas exageradas e das armaduras com mamilos"... Meu, já passou pela sua cabeça, uma vez na vida, de que esses elementos servem para homenagear os filmes do "sub-gênero" de adaptações de Histórias em Quadrinhos? Não é óbvio? Qual seria o motivo daqueles pulos dignos de jedis e golpes quebra-ossos? E é isso que deixa Watchmen ainda melhor... Além de ser uma obra-prima do cinema, a melhor adaptação de uma Hq já feita e o segundo melhor filme do ano de 2009, é também uma digníssima homenagem a esse gênero que ainda está dando o que falar, com um bom catálogo de filmes, com algumas meras exeções...


Nota: 100.000.000.000.000


Ps: A cena de abertura, os créditos iniciais, são os mais belos e incríveis já feitos...

Ps²: Daqui à alguns anos, esse filme vai virar cult e será amado por 99,8% da população mundial... Blaaaaade... Ruuuuuuuner... Dooooooooois...

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Crítica: Viagem ao Centro da Terra - 3D

Viagem ao Centro da Terra - O Filme 3D(Journey to the Center of the Earth - EUA - 2009)

"Filme que marca o começo da tecnologia 3D não é bem dirigido, nem bem escrito, mas incrivelmente continua divertido..."

Talvez tenham dado muita confiança pra um estreante... Foi o que eu pensei no final de Viagem ao Centro da Terra - O Filme, re-leitura do maravilhoso clássico de Julio 'Fucking' Verne. O filme é dirigido por um tar de Eric Breving, é até certo ponto um projeto ambicioso... Não é necessariamente uma adaptação do livro, possui suas próprias(e poucas) ideias, mas não é um primor de produção... É um filme criado apenas para mostrar ao mundo a "maravilhosa tecnologia de 3D". Mas, e pra quem não tem 3D? Como é que fica? Posso dizer que esse é o maior acerto do filme, porque mesmo sem o 3D pra 'embelezar' as cenas, a trama continua levemente empolgante e divertida...

Mas nem de longe é um filme que seja lembrado como um marco na história do cinema, nem uma revolução da tecnologia. A direção é bem mais ou menos... Breving ainda tem que aprender algumas coisas. Nas cenas de ação que ele se sai melhor, mas nas horas de desenvolvimento dos personagens, do início do filme, parece que a única coisa que ele aprendeu na faculdade de cinema(se é que ele fez) é Como Fazer um Bom Close-Up! E a cena inicial é tão mal filmada que parece obra de um estudante de arqueologia que nunca encostou numa câmera mostrando como seria um homem fugindo de um dinossauro enquanto o chão se abre...

Os efeitos, acreditem, NÃO são os melhores! Incrível, como num filme que serviria para apresentar uma nova e incrível tecnologia, os efeitos soam total e completamente artificias, a não ser em duas cenas, as que possivelmente gastaram 80% do dinheiro da produção, as cenas dos monstros marinhos e a do dinossauro. De resto, é tudo muito irreal, o que não ajuda muito pra entrar no clima do filme... E as cenas em 3D não são lá grande coisa. São peixes dentuços voando, pássaros soltando penas e um dinossauro e o Brendan Fraser cuspindo matérias nojentas na cara do espectador, tirando isso não há nada de novo.

O roteiro é o maior problema do filme, de longe... Cara, como irrita um projeto que tena se levar a sério, subestima a inteligência das pessoas que pagaram uma grana preta para ver o filme e ainda finge que nem sabe disso... Vou mostrar três cenas para vocês:

  • Cena 1 - Brendan Fraser, o talentoso Josh Hutcherson e a linda Anita Briem caíram de milhares de quilômetros para dentro da Terra e lá, avistam uma formação luminosa que acaba se revelando serem pássaros que brilham(hehe...). Quando eles passam por um túnel, mostrando a saída para os personagens, alguém TEM que berrar: OLHA! UM TÚNEL!
  • Cena 2 - Numa outra cena, os três estão andando numa região cheia de enormes cogumelos fossilizados. Então, alguém TEM que berrar: OLHA! ENORMES COGUMELOS FOSSILIZADOS!
  • Cena 3 - Numa cena, antes de entrarem no centro da Terra, Sean(Hutcherson) checa com seu celular se tem sinal dentro de uma montanha. Uma cena engraçada, tá, mostrando como se comporta uma criança dos dias de hoje numa aventura... Mas depois, no centro da terra, mostram na maior cara de pau, o moleque usando o celular! Tipo, MILHARES DE QUILÔMETROS ABAIXO DE ONDE JÁ NÃO TINHA SINAL! Isso me dá uma raiva...

Mas até que tem umas coisas boas na produção. A ideia do dinossauro ser albino(com direito a pele branca e olhos vermelhos e tudo...) é ótima e bem criativa... E o fato da única personagem feminina relevante na trama ser a faz tudo do grupo é um diferencial... Brendan Fraser ou Josh não vão precisar salvar Hanna(Briem) de alguma enrascada. ELA é que salva os dois, diversas vezes ao longo do filme, além da atriz ser bem bonita e simpática.

O que resta é uma trilha sonora genérica, um monte de coisas que várias obras de ficção científica já abordaram ao longo de 50 anos e um ou outro efeito maneiro... Mas, mesmo sabendo que o filme não é uma maravilha, nem achando digno de uma nota acima de 7, eu não sei por que, mas sempre vejo e me divirto... Não sei por que...

Nota: 6,5

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Crítica: Sin City - A Cidade do Pecado

Crítica: Sin City - A Cidade do Pecado(Sin City - EUA - 2005)
"Adaptação da obra prima de Frank Miller praticamente não tem erros, e é uma ótima pedida para uma diversão cruel e sangrenta"

Quando eu era mais jovem, tipo, a 4 anos, eu tinha medo desses filmes com violência... Os adultos sempre falam que, "Ah! Cidade de Deus é muito violento, tem isso isso e isso!", ou "Ah! O Albergue é muito violento, tem isso isso e isso", mas, quando eu comecei a ver esse filmes, descobri que de violência eles tem, de sobra, mas que dá medo? Não. E um desses filmes que eu me cagava de medo de ver era Sin City, porque pelo que todo mundo dizia, o filme era SÓ e COMPLETAMENTE violência. Quando eu vi, não era muito diferente disso, mas... Eu não sabia o que tava perdendo.

Já começo esse texto dizendo que, pra mim, Sin City é uma conquista cinematográfica! A fotografia, criada especialmente para fazer o filme o mais parecido possível da HQ que é adaptado. É só ver essas fotos aí do lado pra constar, a maravilhosa adaptação de uma obra prima escrita pelo lendário Frank Miller. Cada quadro, cada cena perfeitamente reproduzidos na tela, de maneira espantosa. Quando Hartingan(Bruce Willis) aparece pela primeira vez na cela da prisão, dei um berro: "Por**! É IGUALZINHO A HQ!"

Para fazer esse grande trabalho, grandes diretores são contratados. No caso, convidados. Robert Rodriguez(Um Drinque no Inferno, Era uma Vez no México), que é um viciado nas historinhas, vez um breve vídeo mostrando para Frank Miller como era possível fazer sua obra ganhar vida na tela. Ele aceitou e até dirigiu um pouco. E, convidado para um segmento(na minha opinião, o melhor), está Quentin Tarantino... Não é perfeito?

Tendo a tecnologia necessária e os melhores do tipo no projeto, logo, vários atores de primeira se ofereceram para entrar no projeto. Temos, nada mais, nada menos, que Bruce Willis, Clive Owen, Jessica Alba, Rosario Dawson, Mickey 'Fucking' Rourke, Carla Gugino, Elijah Wood, Benício Del Toro, Michael Clarke Duncan, Brittany Murphy, Jaime King, Josh Hartnett... MEU DEUS! Não é perfeito? E todos na mais perfeita harmonia, e muito bem caracterizados. Rourke, interpretando o brutamontes Marv, está idêntico aos quadrinhos, igualmente aos Bruce Willis.

O estilo de filmagem foi o seguinte: Eles usaram câmeras digitais de alta definição, e os atores atuado ficaram em frente a painéis verdes, que permitiam que os cenários (assim como elementos secundários, como carros) fossem adicionados depois, na fase de pós-produção. A combinação das duas técnicas fez de Sin City um dos poucos filmes inteiramente digitais. Esta técnica significa também que todo o filme foi inicialmente filmado em cores, e depois convertido para o preto-e-branco de alta qualidade, permitindo deixar as cores somente em certos objetos, como olhos, lábios ou roupas. Mas Sin City não foi o primeiro a usar essa técnica, foi Captão Sky e o Mundo de Amanhã. É...

"_ Hãn?" "_ Sei lá, eu só escrevo aqui..."

Foram adaptados 4 contos: O Cliente Tem Sempre A Razão, A Cidade do Pecado, A Grande Matança e O Assassino Amarelo(o melhor). O primeiro, bem breve, nem tem tanta importância. A Cidade do Pecado é estrelado pelo Mickey Rourke, e conta a história de Marv, um brutamontes que tem sua primeira noite de amor com uma prostituta. No dia seguinte, ele a acha morta em seu quarto e é acusado de mata-la. Marv não quer nem saber, ele vai atrás de todos que tiveram envolvimento na morte de sua querida Goldie e vai mata-los, um por um. Mas ele descobre que o buraco é bem mais embaixo... Muito divertido, esse segmento é ótimo para abrir o filme. Bastante violento, não aconselho a pessoas que choram com uma mulher desmembrada, como um amigo meu(coitado...).

O segundo, o mais legal, dirigido pelo Taranta, é A Grande Matança. Nele, Dwight McCarty(Clive Owen) quer acabar com os problemas da namorada, dando um jeito no ex dela. O que ele menos espera é que ele(Jack "Jackie Boy" Rafferty, Benicio Del Toro) é um policial, mas Dwight só descobre isso depois de mata-lo, com a ajuda das prostitutas da Cidade Velha. Agora, é só uma questão de tempo até uma guerra explodir entre as prostitutas e os policiais. Sem dúvida, o mais engraçado capítulo do filme, onde o cadáver de Jack bate um papo bizarro com Dwight, quando o segundo vai enterrar o corpo. E tem a marca registrada do Tarantino, visível quando um cara leva uma flechada com uma mensagem. Ele olha pra flecha, depois para todos na sala e fala: "Caramba! Fui atingido!", ou algo assim... Ah! Ele fica com a flecha no corpo o tempo inteiro...

E o último e melhor capítulo do filme é O Assassino Amarelo. Hartingan é um policial que esta prestes a se aposentar. Na sua última noite, ele vai tentar salvar uma menininha de ser estuprada por um Serial Killer, filho de um importante político. Ele salva a garota e estraçalha o assassino. Mas ele acaba ferido e, como o assassino era filho de um politico corrupto, ele acaba preso, acusado de estuprar a menina e atirar no verdadeiro assassino. 8 anos depois, ele encontra a menina, agora uma stripper, e descobre que acabou botando os dois em grande perigo. O mais sombrio, cruel e emocionante capítulo do filme, é também o mais bem feito e dirigido.

Sin City é isso: um deleite para os olhos e para a mente. Diversão de primeira...


Nota: 10

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Crítica: O Grito

Crítica: O Grito(The Grundge - EUA/Japão - 2004)
"Remake cabeludo economiza nos sustos, mas diretor tem a manha de mostrar seus fantasmas de uma forma perigosa... E sai vivo para contar."

Quando se fala em terror hoje em dia, o que te vem à cabeça? Bom, a pouco tempo atrás, quando você falava "Filme de Terror", seu amigo, rapidamente, respondia: Chamado... E não tenho do que discordar, gosto muito de O Chamado, mas, sabe que eu nunca senti muito medo da Samara, o fantasminha cabeludo que usa pijama. Se teve um filme de terror oriental(ou um remake desse) que me deu medo foi, sem dúvida, O Grito. Mas eu vi o filme a tanto tempo, e naquela época eu odiava o filme(junto quase toda a população mundial). Mas um dia desses, eu me perguntei "Por que eu odeio esse filme?" e fui assistir novamente, e...

Cara, 'né que o filme é bacana mesmo? Muito legal. Eu acho que as pessoas odeiam porque o filme não é uma super produção, nem tem vários atores conhecidos, nem tem um diretor que havia acabado de fazer o primeiro episódio de uma trilogia bucaneira, etc e etc... Mas o filme é competente SIM! Dirigido pelo mesmo diretor do filme original(Ju-On, japoronga), o filme conta com um elenco que, de cheio de astros, não tem nada. Só tem a Sarah Michelle Gellar, a Buffy. A história fala sobre uma assistente social(Galler) que vai cuidar de uma senhora com transtornos sérios um uma casa amaldiçoada... Claro, só ficamos sabendo desse último fato aos... 15 MINUTOS DE FILME! Tipo, não tem enrolação com esse filme, em seus parcos 91 minutos. Nessa casa, uma família morreu com um ódio terrível no coração. E, de acordo com os Japas, quem morre tomado pelo ódio, vira um fantasma cabeludo.

Bem, agora, os remakes e mais remakes(a maioria sem graça e sem criatividade) dos suspenses japoneses já encheram o saco, mas quando isso ainda era novidade, e quando uma menininha branquela que nunca foi no cabeleireiro ainda era a causa de vários sustos e gritos nos cinemas, esse filme pode ser considerado um achado, pois consegue ser bacana na sua época, e bacana depois da praga dos remakes. É só você entrar no clima do filme e curtir. E acho que esse é até mais bacana que O Chamado, pois apresenta um diferencial imenso... A proximidade.

Vou explicar: no Chamado, e em vários filmes de terror, os fantasmas são sempre reflexos, sombras, vultos, etc... Nesse O Grito, o diretor Takashi Shimizu pões seus monstrinhos a metros(as vezes, a centímetros) de seus atores e de suas câmeras, causando um cagasso imenso. Mesmo sabendo do risco que corre, expondo seus monstros de tal maneira, em plena luz do dia, mas o diretor faz tudo ser bem sutil, porém, não menos amedontrador. A cena onde Karen(Gellar) encontra o desde já famoso Toshio num armário é arrepiante, e o final, com a fantasma-mãe, Kayako, descendo as escadas é desconcertante e arrepiante.

E eu tenho orgulho de dizer que SIM! EU GOSTEI DO FINAL! Finalmente, um filme de terror que não bota uma merda de um gancho pra uma sequencia caça-niquel. Pena que ela veio, mas nem vi, e acho que nem vale a pena ver. Esse é tão divertido que já basta.


Nota: 8

domingo, 26 de julho de 2009

Crítica: Inimigos Públicos

Crítica: Inimigos Públicos(Public Enemies - EUA - 2009)
"A definição de 'Perfeição', no melhor filme do ano e num dos melhores filmes de gangsters já feitos"
No dicionário aqui de casa, a palavra Perfeição é definida do seguinte modo: Perfeição (do latim perfectione) caracteriza um ser ou objeto ideal que reúne todas as qualidades e não tem nenhum defeito. Designa uma circunstância que não possa ser melhorada ainda mais mais. Mas também pode ser definida por: Inimigos Públicos.

O Melhor filme do ano de 2009(até agora), e um dos melhores filmes de gangsters já feitos, essa super-produção dirigida por Michael Mann, do incrível Fogo contra Fogo e do regular Miami Vice, seu novo filme junta os maiores astros da atualidade, Christian ''Fucking'' Bale e Johnny Depp, e tem cenas incrivelmente filmadas, atuações incríveis e verossímeis, um roteiro estupendo e tiroteios reais e empolgantes como nunca antes vistos. Um resumão bem furreca do que realmente é o filme. Cada cena, cada diálogo tem sua beleza única. Cada enquadramento, cada música otimamente encaixada na cena faz com que o filme cresça quase que sobrenatural dentro do espectador.

E o melhor é que o filme é recheado de mensagens e metáforas, e eu particularmente adoro isso. Não é apenas aquilo que vemos, não é só uma casca. Tem coisa boa lá embaixo. Coisas como uma música que toca num baile onde Johnny Depp e a maravilhosa e talentosíssima Marion Cottilard estão dançando(não seria um alerta do que estava por vir? Foi o que se mostrou), ou até a suposta fama que John Dillinger(Depp) possui(parece que o inimigo número 1 do país era uma estrela de cinema). Tudo muito bem colocado.

Atenção! Como eu fiz com Zooey Deschanel na crítica de Sim, Senhor, darei um parágrafo inteiro para: Marion Cotillard. Além de belíssima e talentosa, mostra que não sofre e nunca sofrerá da maldita Maldição do Oscar, onde depois de ganhar o careca dourado, certos astros começa a destruir a própria carreira, aceitando papéis ruins e não atuando tão bem como deveriam. Ela não fica ofuscada momento algum, mesmo com a presença de nomes de peso no elenco. E, cara, não posso de deixar de frisar isso: ela é linda...

A parte técnica do filme é muito bem trabalhada. A sonoplastia é capaz de derrubar prédios próximos aos cinemas onde esse filme está passando, sério... Acho que essa categoria do Oscar, os Inimigos Públicos já levaram. Os tiroteios são muito bem filmados e sempre empolgantes. Também, com aqueles efeitos sonoros, não tem como não ficar sem respirar a cada cena.

A direção de Mann, como vocês devem notar, é material de alta classe. Enquadramentos lindos, cenas muito bem conduzidas(o primeiro assalto do filme é pra entrar pra história) e uma ótima direção de atores. Não podiamos querer mais que isso...


Nota: 10

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Crítica: Munique

Crítica: Munique(Munich - EUA - 2007)

Um dos melhores filmes dessa nova década, Munique é dirigido por Steven Spielberg e é um suspense misterioso, cauteloso e 'sem lado'... Spielberg não toma partido de nenhum dos lados da guerra que o filme conta, o que acabou comprometendo(só um pouquinho) O Resgate do Soldado Ryan. No filme de 1997, os nazistas eram monstros imperdoáveis(que sempre foram, :-P) e os americanos e judeus eram os salvadores da pátria... Aqui, judeus e palestinos são retratados como devem: seres humanos, como você ou eu(só que com muito mais dinheiro, hehehe...), unidos numa causa, para alguns, ridícula... Spielberg é judeu...

Nas olimpíadas de Munique, em 1972, onze atletas israelenses são mortos por terroristas palestinos. Uma verdadeira guerra implode entre as duas nações, e é formado, pela polícia secreta de Israel, um time para caçar e matar os mandantes do atentado... Essa é a trama do filme dirigido por Steven Spielberg, improvável, não? Você nem perde por esperar... Porque o Spielberg que criou A Lista de Schindler voltou com tudo e fez uma aparição surpresa nos sets de Munique. Na divulgação do filme ele também(quase) mudou... Ele disse que para divulgação, não queria mais nada do que boca-a-boca sobre o filme. Um diretor ressentido, provavelmente, dos chatos que criticaram o simples fato dele divulgar abestalhado o longa A.I. - Inteligencia Artificial. "Ah, porque o filme era do Kubrick...". Spielberg não é Kubrick...

Eu tinha um amigo, que se revelou um grande bastardo inglório, que disse que não gostou de Munique porque "tinha muita ação"... Dei muita risada. Muitas pessoas falaram que não gostaram do filme porque é muito grande e, pra eles, é chato, parado, sem ação... Dei muita risada... O filme divide opiniões? Acho que sim, mas que opiniões são essas, eihn? Nada contra, mas se você quer ver um blockbuster barulhento, não assista Munique, ora essa! E sobre ter muita ação, discordo completamente... Tem uns tiroteios, explosões, etc... Mas tudo contido, num contexto... Spielberg não é Michael Bay...

Falando nisso, a violência do filme é bem forte, retratada de uma maneira bem séria, crua. Lembra do Soldado Ryan? Onde temos as famosas(e desnecessárias, diga-se por passagem) "ironias sem graça que só a guerra pode proporcionar", como o Tiro no Capacete e o Soldado sem Braço(hehehe...). Então, Munique dispensa tudo isso... Não venera a violência, nem a morte, mostra como tudo aquilo é tão... Estúpido! E temos cenas que só Spielberg consegue, como o Braço no Ventilador(hehehehehehe...), logo depois de uma explosão, uma cena muito bem feita e perturbadora... E a cena da Morte da Espiã(hum...), bem cruel e lenta... Nosso querido Peter Pan está crescendo, finalmente...

O roteiro é fenomenal, com diálogos ótimos, muitos desses com um duplo sentido bem safado, que, se trocarmos certas letras, podemos ver exatamente como é a situação dos agentes que estão lá para honrar seu país, mas ao mesmo tempo são enxotados para fora de 'casa'. A cena onde Avner(personagem de Eric Bana, ótimo) olha para um céu vermelho-sangue é de aplaudir em pé... Avner ouvindo sua filha pela primeira vez, pelo telefone, é de chorar... Quase matando, por engano, uma garotinha, Avner se desespera, e acaba NOS desesperando... A melhor atuação de Eric Bana, que considero um ótmio ator... Todo o elenco está em perfeita harmonia... Não há uma brecha nesse que é o mais emocionante e completo trabalho de Steven Spielberg dessa década, década essa onde ele pegou o seu melhor e trancou numa gaveta, aos dizeres "Eu era jovem na época de Tubarão, Contatos Imediatos, e nunca faria uma coisa daquelas de novo...". Coisas? Que coisas? Uma nuvem vermelha de sangue encharcando a tela com a explosão do tubarão? Um homem abandonando mulher e filhos para embarcar numa jornada para descobrir que realmente ele é? Isso são "coisas"? ESSAS OBRAS PRIMAS SÃO "COISAS"??? Spielberg me desaponta as vezes...

Com esse Munique, ele mostra que o tão aclamado "Spielberg Setentista" AINDA não morreu, e pode render obras-primas como essa... Um filme de Spielberg que te faz pensar e refletir... Imaginou isso? Preste atenção na última cena do filme, com as Torres Gêmeas ao fundo, e tentem entender o aviso que ele deixa... Ele quer a paz... E nós também...


Nota: 10

Crítica: Transformers - A Vingança dos Derrotados

Crítica: Transformers - A Vingança dos Derrotados(Transformers - The Revenge of the Fallen - EUA - 2009)

Acho que sou a única pessoa nesse planeta que tem orgulho de dizer que adora, de coração, a cine-série Transformers... Eu queria saber, qual o significado de tanto desprezo... É porque é um blockbuster recheados de efeitos especiais, cheio de ação, então sábios do cinema cult tem que odiá-lo a todo o custo? Poxa, acho que, pra aprender a gostar de Transformers(e não só desse, de outros ''filmes de verão'' também) é preciso entrar no clima do filme... Tipo, você acabou de ver Camelos Também Choram e seus amigos tem chamam pra ver Transformers... NÃO! Eu, por exemplo, fiz justamente o que todo mundo devia fazer: revi o primeiro filme um pouco antes do segundo(no meu lindo DVD duplo, com capa de plástico e embalagem branca, linda linda...)...

Mas, eu vou contar, ATÉ EU tava me lixando pra esse filme... "Esse filme deve ser muito exagerado, tem 46 ROBÔS, e a desculpa pra esse filme existir é uma das mais idiotas que já vi", como eu disse pra um amigo antes da sessão... Logo, podemos ver que as vezes eu sou um idiota sem opinião própria... Mas, na fila do filme, faltando 2 minutos para começar a sessão, deu uma epifania e eu descobri que, ei, eu sou o maior fã de Transformers desse mundo, e eu vou adorar essa porcaria! Comprei, fui, sentei na penúltima fileira, e logo atrás de mim, um bando de gibãos que nunca foram ao cinema ficavam falando alto, xingando e botando o celular pra tocar no último volume... É, deu uma vontade de tacar pipoca, mas me contive... No final, quando um cara(meu herói desconhecido) e sua namorada foram sentar no seu lugar marcado, adivinha onde era? Onde 2 dos 'encrenqueiros' estavam... Aí, a festa acabou e pude ver o filme sossegado...

Começa, com um início... No mínimo bizarro, mas deu pra matar a saudade de ver os bichões em CGI perfeito na tela... Foi até estranho, por que? Porque os efeitos são tão bons, que eles passam batido, e você nem fica mais embasbacado, você acha que aquilo é de verdade, e nem liga... Isso é bom, acreditem! Daí vem aquela voz cavernosa do Optimus que eu tanto queria ouvir, e entrei em questão de milisegundos(sei lá se isso existe, mas comigo foi assim) e me amarrei no filme... A história é doidona mesmo, Sam(Shia LaBeouf) vai pra faculdade em algumas horas, ta pegando a Megan Fox e tem o Bumblebee na garagem pra qualquer besteira... Uma maravilha! Optimos e os outros se aliaram ao exército terrestre(lê-se: americano) e ajuda a eliminar Decepticons espelhados pelo planeta... Maneiro! Só que um desses Decepticons fala uma coisa que deixa todo mundo louco: Que um tal de Fallen vai voltar para se vingar... Contar mais é estragar o filme...

Muito bem, vamos lá: Michael Bay me fez acreditar, por algum tempo, que podia mudar, mas é... Ele é da geração Ed Wood... Erros de continuidade grotescos, piadinhas infames e fora de hora, etc... Além da já tão comentada cenas comum entre Sam e Mikaela(Megan) conversando... Só que ele bota a câmera girando sem parar, musica melosa no fundo, closes, traveling, tudo o que pode-se usar num clímax, ele usa... Mas, de tantas coisas que as pessoas falaram mal, como o companheiro de quarto do Sam(Ramon Rodriguez, uma das melhores coisas do filme...), os robôs gêmeos(tá, são chatos, mas nem tanto), as supostas cenas de ação "muito tremidas, cheias de closes", etc... Eu gostei muito do colega de quarto do Sam, ria com os Gêmeos e adorei cada cena de ação do filme, mostrando que grande parte da população foi infectada por um novo vírus que induz à chatice e comentários de gente de 80 anos...

Ação Incontrolável

Cada cena incrível, como a batalha entre Optimus Prime contra Megatron(agora, um tanque que só aparece 1 vez...), Starscream(jato) e o ressurecto Blackout(helicóptero) numa floresta, é simplesmente imbatível, a melhor cena de ação do ano, superando a cena do posto de gasolina do T4... E essa luta corrige um dos maiores erros do primeiro: O OPTIMUS PRIME APANHAVA! Agora, ele segura dois robôs pela cabeça e explode o saco de outro... Te lembrou um gorila de 7 metros? A comédia também está mais presente, como as músicas que o Bumblebee coloca para sacanear uma "vadia" no carro de Sam, e as desde já memoráveis BOLAS DO ROBÔ! NÃO PERGUNTE, SÓ VENDO PRA ACREDITAR... E John Turturro está ótimo no filme, compensando tudo o que ele tinha que fazer no primeiro... Ah, e tem um gritinho afeminado do Sam no meio do filme que já vale o ingresso...

Mas daí vamos pra minha parte favorita: Os males... Bem, acho que o filme se alongou demais... Sério, acrescentaram só 20 minutos, mas não precisava de 2:45 minutos de filme... E algumas piadas simplesmente não colam, tem até uma racista(os Gêmeos são os "negros" da equipe: falam gírias, tem movimentos de rappers e tem até dentes de ouro, mas, quando perguntados se conseguem ler um hieróglifo em sua língua, respondem: "Ah, nós não sabemos ler..."), e a adição dos pais de Sam no meio da guerra é totalmente inútil, sendo até ridícula, quando o pai resiste em soltar o filho na batalha... "MAS VOLTE, OUVIU? VOLTE!" Não cola mais... E, já que falar que vangloriar os militares americanos e as irritantes cenas contra a luz é chover no molhado...

É isso aí, eu adorei o novo Transformers, tudo por ser um grande fã da franquia... Nem sei o que eu diria se assisti-se Camelos Também Choram antes de ir no cinema ver esse que é um dos melhores filmes de ação do ano... Mas ainda prefiro o 1... :-)


Nota: 8,5

SELO DE OURO, PORRA!


AVISO: ESSE POST CONTÉM PALAVREADO CHULO, TUDO POR CAUSA DA MINHA ALEGRIA...


Olha que foda, gente! O meu amigo Luciano premiou o meu blog com um selo de ouro. A ideia é fazer uma confraternização entre os blogs, fazer com que o pessoal conheça outros, etc. Vejam as regras:

1 - Exiba a imagem do selo Glog de Ouro.
2 - Poste o link do blog que te indicou.
3 - Indique 4 blogs de sua preferência.
4 - Avise seus indicados.
5 - Publique as regras.
6 - Confira se os blogs indicados repassaram o selo e as regras.

Então, pra participar, tenho que dar o SELO DE OURO para mais 4 blogs...

1 - Cinema Cultura
2 - Cinema e Eu
3 - A Conspiração
4 - Pra Ver, Pra Ler e Ouvir

Pronto!

domingo, 21 de junho de 2009

Crítica: The Spirit - O Filme

Crítica: The Spirit - O Filme(The Spirit - EUA - 2009)

Eu, desde o final, mantive uma esperança por Spirit - O Filme, mesmo depois de meio mundo falando mal, depois de todas as críticas falando mal, depois até dos fãs, que esperavam religiosamente por um filme decente, todo mundo tava 'descendo o pau' no filme... Só eu que ainda achava que poderia ver um filme, no mínimo, divertido... Mas, as vezes, só as vezes, a voz do povo é a voz de Deus, e tenho que escutar mais esse Deus... Porque, nossa, que filme ruim, viu?

Sabe porque eu acreditava em Spirit? Olha pra esse pôster maravilhoso aí do lado e me diz quem, em sua sã conciencia, não ficaria animado pra ver? Cada peça de divulgação dessa pérola ululante é sensacional. Cada trailer, cada pôster, cada foto... Cara, eu só pensava "QUE FILME MANEIRO, QUE VISUAL MANEIRO, QUE CLIMA MANEIRO"... E o pior foi a decepção de dormir(DORMIIIIIRRRR! DOOOOOOOMIIIIIIIIRRRRRRR!!!!). Sim, eu tive 2 dias pra terminar de ver essa porcaria...

(como tô com preguiça de fazer uma sinopse prum filme tão ruim, vou pegar uma do omelete...): No filme, o vilão Octopus (Samuel L. Jackson) e Sand Saref(Eva Mende) disputam dois baús, cada um com um tesouro específico. Octopus está atrás do vaso com o sangue de Héracles. Enquanto a gatuna em roupas coladas quer o tesouro dos Argonautas. Para o filme não ficar com apenas 20 minutos de duração, cada um fica com o baú que o outro queria. Por meio de flashbacks descobrimos que Sand foi namoradinha de Denny Colt, o policial novato que acabou morto e se tornou Spirit (Gabriel Macht), o defensor de Central City. A trama vai se desenvolver até que todos os personagens tenham seus destinos cruzados - como manda a fórmula.

Frank Miller me ensinou 2 coisas, coisas que vão me ajudar muito quando eu fizer minha tão querida faculdade de cinema: Nada é como um bom roteiro, e Há uma linha ténue entre o caricatural e o ridículo. Vamos explicar essas duas coisas: Um bom roteiro. SIM! Porque não basta só um lindo visual criado todo por computador não sustenta um filme inteiro nas costas, não! Pode até ajudar, mas... O filme tem cenas lindas, isoladas, como a jovem Sand Saref(personagem de Eva Mendes) indo embora, numa cidade escura, com um céu vermelho-sangue, e cenas super-legais, como, na incrivelmente ridícula briga de Spirit(Atordesconhecidoqueesquecionome) e Octopus(Samuel Fucking L. Jackson) no inicio do filme, e na cena Japanese style.

E sobre essa coisa sobre linha ténue e caricatural e ridículo é o seguinte. Quando o filme assume um ar bem... Falso, de caricatura, como o Spirit, o principal do filme, correndo e brincando de Daiane dos Santos nos telhados da cidade, esse ar fica bem maneiro, divertido. Agora, quando o filme toma o ar de sitcon de meia temporada, dirigida por Uwe Boll, aí é demais... Aquela policial chata que anda, er... "Engraçado" me dava nos nervos cada vez que abria a boca... Enfim... Quando você quer ser caricatural, não pode extrapolar... Senão vira um... Spirit!

Enfim, queria não dar essa nota, mas... É impossível... Só não é melhor por causa do visual magnífico, Sin City Style... Deixa uma sensação de: "É, eu faria BEM melhor...".


Nota: 1

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Crítica: O Exterminador do Futuro 4 - A Salvação

Crítica: O Exterminador do Futuro 4 - A Salvação(Terminator 4 - Salvation - EUA - 2009)

Numa lista que fiz a poucos meses, botei o filme O Exterminador do Futuro 4 como um dos filmes mais esperados do ano para mim. Eu adoro os dois primeiros filmes, dirigidos por James Cameron, acho que os dois são verdadeiros marcos do cinema de ação e ficção científica. Diversão eletrizante, mas com cérebro, que respeita o espectador... Não tem falha! O terceiro é um caso a parte... Tipo, mais uma prova de que os "número 3" quase nunca dão certo... Jurassic Park que o diga! E nesse, depois de "Venha comigo se quiser viver", "Eu voltarei" e "Hasta la vista, baby!"(cara, que maneiro... :-p), tivemos um bem estúpido "Fale com a mão"... E aí? Riu?

Quando vi que iam fazer outra sequência, e dessas vez totalmente diferente dos anteriores, mostrando o futuro apocalíptico em que se encontra o mundo depois da batalha contra as máquinas, achei MUITO estranho e arriscado. Aí vem o nome McG, e... Vômitos... Mas, com o tempo, com os trailers, fotos e depoimentos, fui ficando cada vez mais ansioso... Até que vou na estreia e... Não de decepciono!

Pode ser uma pequena grande *osta se comparado aos T1 e T2, mas Terminator 4 é um dos filmes mais divertidos do ano, FATO! Cenas de ação de levantar defunto, que realizaram um sonho meu(uma queda de helicóptero em plano sequência, perfeita, *-*), aproveitando tudo que podia ser feito para empolgar até seu avô ranzinza... Mas o filme não pode ser um apanhado de ação, sem roteiro, né? Nesses casos, é muito comum termos um fiapo de roteiro, o que complica ainda mais as coisas, mas não é o caso. O filme mostra como a história criada por Cameron é divertida e bem construída(e reciclável). Claro que, como todo o blokbuster em que o desenhista de produção é mais importante que o roteirista, temos aqueles furinhos e irracionalidades, mas nada que irrite MUITO...

O elenco do filme é uma parte... Christian Fucking Bale NÃO está apagado, como andam dizendo, e faz você se importar com a causa de John Connor, a de salvar o mundo... Mas o personagem de Mascus Wright, interpretado por Sam Worthington é que rouba a cena de se mostra um dos mais carismáticos atores de ação da atualidade. Que venha AVATAR, pra coroa-lo como Sam Mega Fucking Worthington... O resto não está nada mal, nem mesmo ELE, O GOVERNATOR ARNOLDÃO! Sim, ele tá no filme, em modelo digital, mas pra falar a verdade, nem dá pra perceber, de tão perfeito ele ficou em cena... Aquela coisa É o Swarzenneger, cara!

Os efeitos também são um caso a parte: simplesmente sensacionais! O prêmio certo pra Transformers 2 ficou meio balançado, devo dizer, e dessa vez, T4 não seria nenhuma roubalheira como foi A Bússola de Ouro, seria justíssimo! Tudo muito real, muito bem criado... Nada, em momento algum, parece falso, e olha que isso é difícil em planos sequêcia, mas aqui então ótimos... Aplausos para a cena que começa num ataque a um posto de gasolina e descamba na maior perseguição que teve nos cinemas esse ano... Simplesmente perfeito, o ritmo, os efeitos, tudo...

Maaaaaaaaas! Nem tudo são flores! Como eu disse lá no início, tem uns furos no roteiro que não podem passar despercebidos... Eu, com meus 13 anos de vida, sentado numa sala escura com um enorme telão consegui ver um esquema de espaço continuum em menos de 1 minuto... John Connor não... E acertar um robô rastreador com uma... Ferramenta, e vencer! Isso foi meio que, ahn... Tento me enganar, dizendo que não é pra reparar nessas coisas num filme que tem robôs assassinos em 2018, mas não posso... Entre outras coisas...

Enfim, gostei bastante, ótima diversão!


Nota: 9

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Crítica: O Exorcista

Crítica: O Exorcista(The Exorcist - EUA - 1973)

O normal seria que, com os anos, o mundo perca preconceitos, manias, e vire uma sociedade mais liberal. Hollywood só me faz ver como essa teoria está ERRADA! Porque, como você vê, o maldito termo "politicamente correto" está em todos os lugares... Na televisão, nos livros, nos filmes... Acho que só os vídeo-games escapam... Mas, pra complicar ainda mais a situação da (segunda)maior empresa de filmes do mundo, é horripilante ver como filmes feitos, não só para chocar, mas para mostrar uma realidade(ou fantasia) violenta eram abundantes nos longínquos anos 70/80. Porque, convenhamos, é IMPOSSÍVEL, repito, IMPOSSÍVEL fazerem nos dias politicamente corretos de hoje alguma coisa levemente parecida com essa que é, pra mim, a maior e melhor obra de terror de todos os tempos: O Exorcista. E esse fato só me entristece...

O filme é uma adaptação fidelíssima do livro de mesmo nome, que conta uma das histórias mais macabras já imaginadas: Uma família americana encara o Diabo frente a frente. Um padre arqueólogo, no Iraque, desenterra uma estátua com a presença de Pazuzu, O Demônio. Nos EUA, Uma atriz de sucesso tem a filha possuída pelo tal Pazuzu, e não ve saída, depois de recorrer a milhares de psicólogos, a não ser um exorcismo, que não é muito comum nos dias de hoje. Só mais uma coisa a declarar: CHORA, STEPHEN KING! CHORE DE MEEEDOOO!

Dirigido por William Friedkin em 1973, O Exorcista é horripilante do começo ao fim. Começa na escavação no Iraque, com um climinha estranho, arrastado(de propósito) e depois, vem a cena com Pazuzu. Cães rosnando, um por do sol vermelho como sangue e uma estátua de aparência nada, er... Amigável aparecem, mas ainda não dão o tom do filme. A cena que faz isso comentarei depois. Corta, EUA, Georgetown(uma das mil delas)... Uma atriz famosa, com uma vida sossegada, começa a notar problemas na sua filha caçula, Regan(guarde esse nome, para não botar na sua filha...), interpretada magnificamente por Linda Blair, talvez uma das atrizes mais corajosas e talentosas de todos os tempos, por aceitar e fazer otimamente um papel tão difícil. Fazendo vários exames, descobrem que ela está sofrendo de um transtorno muito grande(a separação dos pais) que a está deixando louquinha... Mas nem suspeitam o que está por vir...

Cara... Cada acontecimento a seguir é incrívelmente macabro e horripilante. A garotinha começa a ter convulções fortíssimas, muda de personalidade, mas não são só essas coisas "simples que podem ser explicadas pela ciência"... A cama começa a tremer, móveis começam a sair do lugar sem explicação e outras coisas dignas de Poltergheist acontecem aos montes. Mas quando coisas bizarras começa a mudar drasticamente a personalidade de Regan, além dela aparecer MUTILADA sem motivo aparente, a mãe começa a acreditar no que achava impossível: O Coisa Ruim ta na garota... Sentiram o clima?

»»» Atenção! Apartir daqui, serão feitos inúmeros spiolers, mas fique tranquilo, colocarei um aviso antes, mas fique alerta! «««

Lembra o que eu falei no início do texto? Então, nesse filme fica tudo muito óbvio. Nunca conseguiriam fazer algo parecido. O filme não é só aquele bixo feio que gira a cabeça 360 graus que ficou famoso não! Pra você ter uma ideia, tem uma cena que SPOILER Regan se masturba com um crucifixo... Isso mesmo que você leu, e não me faça escrever de novo... Fim do Spoiler. Mas, sem dúvida alguma, a cena mais aterrorizante é o final, onde dois padres vão exorcisar a menina encapetada... Meu Deus! Sabe aquela cena que você reza junto com os padres pra fazer o Belzebu sair da garota? Então, aqui é o triplo disso. Tudo o que poderia acontecer de ruim acontece: a garota xinga, põe uma enorme língua bifurcada para fora, vomita, cospe, grita, urra, levita(???) e SPOILER mata Fim do Spoiler. Uma grande sequência de tirar o fôlego...


"The Power of Christ commands you!"


No fim? A sensação de que aquilo é algo único, em que só se vê 1 vez na vida... Ou no cinema...


Nota: 10

terça-feira, 26 de maio de 2009

Crítica: Uma Noite no Museu 2

Crítica: Uma noite no Museu 2(Night at the Museum 2 - Battle of the Smithsonian - Eua - 2009)

O filme que menos esperava de 2009 acaba virando uma verdadeira surpresa... É assim que encaro esse Uma noite no Museu 2. Os trailers, maior ajudante na hora da divulgação de filme, não ajudavam muito... Muito chatos, sem graça, com efeitos especiais terríveis, enfim, tudo o que esse tipo de filme tem que ser, só que ao contrário... Então já viram a empolgação, né? Mas lá vou eu, escolher entre Museu e Anjos e Demônios. Adivinha qual escolhi? Anjos... Mas só tinha sessão as 00:35, então fui nesse Museu(que fique claro que, eu só poderia ir ao cinema depois das 21:00, quando minha mãe volta-se do trabalho, e Star Trek só tinha as 19:00).

Durante o dia, comecei a nutrir alguma esperança pelo filme. "Vou vê-lo como um trash divertido, nada mais", além do que, superar isso já é pedir muito. Tô lá eu, na fila as 22:13, quando a sessão começava as 22:00. Mas não perdi absolutamente nada, pois tinham muitos anúncios e cheguei quando ainda estavam mostrando as logos das distribuidoras. Acompanhamos Ben Stiler(porque é SEMPRE o Ben Stiler, nunca o personagem do Ben Stiler) anos depois do primeiro filme(divertido, nada mais). Ele ficou rico, inventando tralhas como lanternas que brilham no escuro, etc... Aí, ele descobre que seus amigos do Museu de História Natural estão de mudança. Várias peças serão substituídas por tecnologia sofisticada e mandadas para um outro museu, em Washigton. Primeira lição de moral do filme: O Velho também é Bonito... A placa egípcia que mantiam todos vivos ficará em Nova Iorque, então aquela seria a última noite deles juntos. Mas aquele macaco filha da... Rouba a placa e, em Washington, trás a vida o terrível imperador... Ah, sei lá o nome, trás a vida o terrível Hank Azaria, que quer usar a placa para trazer o seu exército do sub-mundo á tona.

Viram como prestei atenção no filme? O começo tava igualzinho ao primeiro filme: Chaaaaaatoooooo... Aí, quando Ben Stiler vai para Washington, começamos o festival de gargalhadas por minuto e meio. A primeira cena é excelente... Porque, convenhamos, não dá pra Não rir de Jonah Hill... Ele é muito bom!
Mas, o roteiro não é o que mais interessa nesse filme(e é verdade, o filme, dos dois primeiros terços pro final, se assume a comédia non-sense que o primeiro devia ser). Falemos das principais 'cagagterígcas' do filme. Comédia: Infalível! É só(odeio esse termo) esvaziar o cérebro e curtir aquele filme que, quando chegar em casa, já vai esquecer metade dele. Ria muito. E com vontade. Teve até uma hora que o cinema inteiro riu DE MIM! É que tem uma parte que SPOILER um CACHORRO DE BEXIGA PASSA SALTITANDO NO MEIO DA CENA, SEM MOTIVO ALGUM! EU TINHA QUE GRITAR: "MEU DEUS!". Fim do Spoiler. Efeitos especiais: Perfeitos, mesmo! São de cair o queixo, muito melhores que nos trailers... O polvo gigante é o melhor deles, muito bem feito... Viu? Um exemplo de como não se deve vender esse tipo de filme... Ah! e um item que foi esquecido no primeiro filme: Aproveitamento do Acervo: MUITO MELHOR QUE O PRIMEIRO FILME! Antes era aqueles três andares com meia dúzia de bichos. Aqui temos muito mais esculturas, pinturas, aeromodelos, etc...

Atores: Bem, Ben Stiler é Ben Sstiler, né? Eu até gosto dele, ele tem um timing bom pra piadas, etc... Mas, tipo, a mesma cara de bunda sempre não, né? Mas temos uma coisa que salva tudo: Amy Adams... Ah! Disputando com Zooey Deschanel como a atriz mais fofa da atualidade... Só isso que posso falar. Ela é perfeita... Hank Azaria é demais, talvez a coisa mais engraçada do filme... O resto cumpre seu dever... É, nada a reclamar.

Mas o filme não é perfeitoooo. Várias piadas são repetidas a exaustão, até ficarem chatas, como exemplo, os Eisteins versão mini-me que me fizeram ter trauma de número Pi, etc... E umas falhas, coisas desnecessárias e lições de moral que irritam(pouco, mas irritam). Mas, cara, é um non-sense, então é muito difícil critica-lo assim... Então, vai logo a nota(pois essa crítica está ficando consideravelmente grande).


Nota: 8

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Crítica: Che - Parte 1

Crítica: Che - Parte 1(Che - El Argentino - EUA/França/Espanha - 2008)

Quando eu falei com minha avó que o próximo filme que eu queria ver com ela no cinema era sobre Ernesto de La Serna Guevara, o Che, ela deve ter levado um susto... A primeira vista, parece que seria um filme enorme, politizado, mostrando o Che Guevara como um herói que salvou Cuba e talz... Isso, sem sombra de dúvida, seria terrivelmente tedioso e estúpido. Ainda não formei uma opinião sobre o feito do Guevara, mas, convenhamos, acabar com um regime pra começar outro é no mínimo decepcionante. Brochante, eu diria. Mas, felizmente não é assim o mais novo filme do ótimo Steven Soderberg, que até agora, vem com uma ótima filmografia, e Che não foi um deslize, muito pelo contrário, é um de seus trabalhos mais completos(isso de alguém que adorou Full Frontal...).

O filme conta a história por trás do mito. Não acompanhamos o nascimento e as dores que o cara passou, e sim na primeira reunião entre ele, Fidel, Raul e outros carinhas que num futuro próximo se tornariam mundialmente famosos(por bem ou por mal). Depois disso, vemos uma empolgante e emocionante busca pela liberdade, onde ele e uma meia dúzia de soldados vão para uma guerra difícil de ser vencida.

Soderberg se superou. O filme é um registro quase documental, com ausência de trilha sonora por grande parte do filme. A fotografia é maravilhosa, em Scope digital, que caiu super bem no filme. Os detalhes técnicos estão irretocáveis. Nem sei quantas vezes eu falei isso, mas falarei de novo, a parte técnica é perfeita, literalmente. Cenas como a detonação de um forte e tiroteios e explosões são incrivelmente reais, muito bem filmadas, buscando sempre o melhor ângulo para mostrar cada cena. Todas as cenas de ação, por assim dizer, são muito boas e empolgantes. Mas, falando a verdade, o filme continuaria a ser ótimo mesmo sem ação, só por uma coisa chamada: Benicio Del Toro...

Esse merece um parágrafo só pra ele: Ele está extraordinário no papel de Che, incorporando de corpo e alma, todos os tiques, todas as nuances, desde o jeito de andar, falar, até de se comportar. Incrível atuação que merece ser lembrada no próximo Oscar. Sabe aqueles casos que só de ver o cara lá, interpretando tão perfeitamente o personagem, já dá uma sensação boa por dentro? Então, nesse caso, pagar o ingresso apenas para ver o Che de Del Toro não seria uma desculpa esfarrapada... Ele empolga como o revolucionário, e uma cena, logo no final, que ele fala alguma coisa e vai se distanciando, encarando o inimigo com uma cara, no mínimo, assustadora, andando de costas, já paga o filme, essa e a cena final da parte 1, que é maravilhosa(adoro quando o filme acaba repentinamente, sei lá, é maneiro... :-D).

Ah! E essa coisa que Parte 1 e 2 é que, bem... O filme é, digamos, 'tão bom' que tem 4 horas e meia de duração! Então, eles dividiram o filme em duas partes, pela inviabilidade de passar 4 horas e meia no cinema. Haja bunda para aguentar 4 horas e meia no cinema... Você aguentaria 4 horas e meia no cinema? Nem eu... Acho que nem num filme bom desses...


Nota: 10